Quarta-feira, 2 de Abril de 2008
Radioactividade na Urgeiriça


publicado por #J_P_D# às 17:07
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Encontrado material radioactivo no Hospital da Horta


publicado por #J_P_D# às 17:06
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Greenpeace alerta para consequências em Portugal de eventual acidente na central nuclear de Almaraz
   Portugal poderá enfrentar “consequências desastrosas”, como contaminação radioactiva da parte portuguesa do Rio Tejo, caso se registe um acidente na central nuclear espanhola de Almaraz, a 200 quilómetros da fronteira, disse à Lusa a Greenpeace-Espanha.

    As declarações da porta-voz da organização ecologista Greenpeace-Espanha, Sara Pizzimato, surgem na véspera de um protesto convocado por várias organizações espanholas para exigir o encerramento da central nuclear de Almaraz, na qual também participa a Associação Ambientalista Quercus.

     Esta central nuclear, localizada na província de Cáceres, a cerca de 200 quilómetros de Portugal, encontra-se situada numa barragem num afluente do Rio Tejo e, de acordo com a Greenpeace-Espanha, acarreta “grandes riscos para a região, o que também inclui Portugal”.

     “Existe um risco de acidente grave na central nuclear de Almaraz que não pode ser excluído”, afirmou hoje à Lusa Sara Pizzimato, explicando que em Portugal “existem os mesmo riscos de contaminação que existem em Espanha”.

    “No caso de uma eventual contaminação da água, Portugal também poderá sofrer consequências desastrosas, uma vez que a radioactividade chegaria ao país através do Rio Tejo”, afirmou a responsável.

    “Outro cenário preocupante para Portugal é a possibilidade de, em caso de acidente, a radioactividade na atmosfera ser levada até ao território português pelos ventos de Leste”, acrescentou.

    A frequente ocorrência de problemas na Central de Almaraz, que têm conduzido ao seu encerramento por diversas vezes e consequentes libertações de níveis mais elevados de radioactividade, tem levado a que há vários anos diferentes organizações se juntem anualmente para pedir o seu encerramento.

    “Esta Central funciona desde os anos 1980 e já ultrapassou a sua vida útil, que a nível internacional é estipulada para as centrais nucleares em cerca de 25 anos”, explicou a responsável, acrescentando que “quanto mais tempo passar, maiores são os riscos de um possível acidente”.

    “Amanhã vamos pedir que todas as centrais nucleares em Espanha sejam fechadas, uma vez que são inseguras, caras e desnecessárias”, acrescentou Pizzimato, sublinhando que “Portugal também deve pressionar nesse sentido”.

    Para a responsável, num processo mundial no qual se procuram soluções para as alterações climáticas “tem de ficar bem claro que a solução não passa pela energia nuclear” e que “a dependência de urânio também pode aumentar a proliferação de armas nucleares”.

   “Actualmente quer-se fazer querer que o nuclear é uma boa solução energética, devido a menores emissões de dióxido de carbono, mas há muitos outros problemas associados a este tipo de energia que não podem ser escondidos”, frisou.

via Lusa, 8 de Setembro de 2007



publicado por #J_P_D# às 16:38
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Sucata radioactiva importada para a Siderurgia Nacional?

     A eventual utilização de sucatas com níveis de radioactividade superiores ao permitido por uma empresa do Seixal foi denunciada pelo PCP, que pediu esclarecimentos ao Governo. O deputado comunista Francisco Lopes alegou existir “inquietude por parte da população e dos trabalhadores quanto à utilização de sucata com níveis de radioactividade superiores ao admissível.”

      A empresa em causa, Ecoretas, situa-se no parque da Siderurgia Nacional, é uma associada da SN Seixal, e produz aço. Como matéria-prima poderá estar a ser usada, segundo o deputado comunista, nos fornos de produção, sucata radioactiva importada, descarregada no cais do Barreiro e transportada para a empresa no Seixal. Assim exigiu que o governo exerça rigorosos controlos sobre os níveis de radioactividade, do cumprimento das normas de segurança em todas as fases do processo.

     O presidente do Instituto Tecnológico e Nuclear (ITN) , Júlio Montalvão e Silva, considerou não existir qualquer risco, na situação denunciada pelo deputado e esclareceu que aquele organismo nunca detectou doses elevadas no Seixal, sempre que ali foi chamado.  O líder do ITN garantiu o cumprimento dos requisitos técnicos de controlo e rejeitou a hipótese publicamente levantada pelo PCP, esclarecendo que a SN tem activo um sistema de alerta específico, com detectores de radiactividade que, ao menor sinal de perigosidade, disparam automáticamente. Montalvão e Silva lembrou ainda que o ITN é a entidade com competência técnica e capacidade para intervir nestas situações.

Fonte: Diário de Notícias



publicado por #J_P_D# às 15:59
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Um Portugal Moderno ou um Portugal Seguro?

      A 26 de Abril de 1986 um desastre nuclear transformou a vida dos habitantes da Chernobyl, localizada a 130,00 km Norte de Kiev, com a ruptura do reactor 4. Considerada uma das centrais nucleares mais seguras e modernas da altura, nem as novas tecnologias, nem a mão humana puderam impedir este desastre, que trouxe consequências para a saúde dos habitantes. O acidente ocorreu quando, na altura, se faziam experiências usando grafite para controlar o reactor e a água da refrigeração faltou. A explosão desse reactor causou outras explosões consecutivas seguindo-se incêndios e a libertação de grandes quantidades de radioactividade. Este acidente nuclear libertou cerca de 300 vezes mais radiação do que a bomba de Hiroshima.

    Cerca de 31 pessoas morreram e a hospitalização de cerca de 500. No entanto, cerca de 600 mil foram designadas como estando significativamente expostas o que implicará que ao longo das suas vidas a sua saúde terá que ser monitorizada. Verificou-se efeitos na agricultura (frutas e vegetais foram impedidos de serem vendidos nos mercados) e na vegetação (devido à radiação, muita da vegetação ardeu ou foi destruída, bem como os habitats correspondentes). Na pastorícia, o leite foi proibido bem como a criação de ovelhas. O maior efeito deste desastre nuclear foi sem duvida a mutação das espécies.

     Nos anos seguintes a população num raio de 30 km foi evacuada, o reactor foi coberto com um maciço de betão, mas ainda hoje se fazem sentir os efeitos da radioactividade emitida. Não esquecendo que os efeitos da radioactividade se alastrou também através de nuvens para o Oeste da Europa.

    

20 anos depois lança-se o debate sobre a construção de uma central nuclear em Portugal. A nova escala de preços de crude no mercado internacional, o esgotamento das reservas são dois factores que apoiam a construção desta central, bem como a elevação da segurança das centrais nucleares depois do acidente em Chernobyl e a necessidade de Portugal se centrar na questão da energia como prioridade crescente.

     Perguntamo-nos pois se esta será a única alternativa para Portugal se tornar menos independente em relação às fontes de energia??!!! Estaremos a pensar construir um iminente perigo para a população portuguesa??

 

     Um Portugal Moderno ou um Portugal Seguro?

 



publicado por #J_P_D# às 15:02
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